Publicado por: Carlos Borges Bahia
Publicado em 27 de abril de 2026

Parlamentar ressalta a importância da entidade na luta por valorização dos professores da Rede Pública

A deputada Ana Júlia, líder da bancada PT-PDT na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), destacou neste domingo (26) a importância dos 79 anos da APP-Sindicato, uma das principais entidades de representação dos trabalhadores da educação no estado.

Em sua manifestação, a parlamentar reforçou a defesa da valorização dos profissionais da educação e chamou atenção para as condições de trabalho enfrentadas pela categoria. “Sabemos que não existe educação sem professor valorizado e sem funcionário respeitado. Ver a nossa categoria adoecendo nesse caos de metas irreais e excesso de plataformas mostra que a luta é mais urgente do que nunca”, afirmou.

Ao longo dos últimos anos, a APP-Sindicato tem atuado no enfrentamento às políticas educacionais do governo estadual. Entre as principais pautas está a oposição ao programa “Parceiro da Escola”, que segundo a deputada o projeto propõe a transferência da gestão de colégios estaduais para a iniciativa privada. O movimento “Não Venda a Minha Escola” tornou-se símbolo dessa mobilização.

No entanto, o governo justifica que a proposta estadual tem por objetivo terceirizar setores deficientes da escola, para administração privada para melhorar a eficiência administrativa.

Hoje, os profissionais da educação mais penalizados, com os piores salários e sem garantia alguma, são os professores contratado pelo regime PSS.

A entidade também tem denunciado o avanço da terceirização e da militarização nas escolas, além do que classifica como “caos pedagógico” provocado pela intensificação do uso de plataformas digitais, metas e aplicativos. Segundo o sindicato, esse cenário tem contribuído para o aumento do adoecimento mental entre educadores.

Na campanha salarial deste ano, a categoria conquistou o pagamento da data-base, mas mantém a reivindicação por justiça salarial. Entre os pontos defendidos estão o pagamento de valores retroativos, a equiparação salarial do magistério e dos agentes educacionais II, além de demandas de aposentados.

Vale lembrar, que a maioria dos professores antigos entraram foram efetivados sem concurso público, e ganharam planos de carreira e progressão salarial, além de aposentadoria com benefícios muito acima do teto estabelecido para os trabahadores segurado do INSS. Fonte: Alep – foto: divulgação

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