Publicado por: Carlos Borges Bahia
Publicado em 10 de março de 2026

Nomeação do delegado da Polícia Federal Fábio Shor para assessorar o ministro do STF reacende debate sobre imparcialidade e atuação em investigações.

nomeação do delegado da Polícia Federal Fábio Shor para atuar como assessor no gabinete do ministro Alexandre de Moraes, no Supremo Tribunal Federal (STF), provocou reações no meio político e nas redes sociais nesta terça-feira (10).

A designação foi formalizada por meio de portaria assinada pelo presidente da Corte, o ministro Edson Fachin, e publicada no Diário Oficial da União.

Shor ficou conhecido por atuar em investigações conduzidas pela Polícia Federal relacionadas à suposta trama golpista envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro e aliados políticos.

A decisão gerou críticas por parte de parlamentares da oposição. O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro afirmou que a nomeação levanta questionamentos sobre o princípio da moralidade administrativa e comparou o caso com críticas feitas no passado à tentativa de Bolsonaro de nomear o delegado Alexandre Ramagem para a direção-geral da Polícia Federal.

“Que moral teria Alexandre de Moraes para barrar o presidente Bolsonaro de nomear Ramagem para a Polícia Federal, alegando violação ao princípio da moralidade?”, questionou Eduardo Bolsonaro.

O episódio também reacende um debate iniciado em 2024 envolvendo o deputado federal Marcel van Hattem, que chegou a ser investigado por declarações feitas na tribuna da Câmara dos Deputados sobre o delegado Fábio Shor.

Na ocasião, Van Hattem afirmou que relatórios produzidos pelo delegado seriam “fraudulentos” e criticou duramente a condução das investigações envolvendo aliados do ex-presidente. As declarações resultaram em apuração por supostos crimes contra a honra, ameaça, perseguição e denunciação caluniosa.

A nomeação de Shor para o gabinete de Moraes ocorre em meio a um ambiente político ainda marcado por disputas e questionamentos sobre os desdobramentos das investigações relacionadas aos atos de 8 de janeiro e às acusações de tentativa de golpe de Estado.

Analistas políticos avaliam que a decisão pode ampliar o debate sobre a relação entre órgãos de investigação e o Judiciário, especialmente em casos de grande repercussão política.

Fonte: Diário Oficial da União / informações públicas.

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