A Assembleia Legislativa do Paraná aprovou neste dia 02, o projeto de lei da deputada estadual Marli Paulino, que insere no Calendário Oficial de Eventos Turísticos do Paraná o Festival de Curitiba, realizado anualmente entre...
Em um momento em que a inteligência artificial transforma rotinas, redefine profissões e impacta diretamente a produção de conteúdo, um movimento em defesa da literatura e da valorização autoral ganha força no país. Na contramão das incertezas provocadas pelas novas tecnologias, o jornalista e reitor da Uninter, Jorge Bernardi, reuniu centenas de colegas e amigos para lançar um novo desafio: consolidar o Sindicato dos Escritores do Brasil como instrumento de incentivo à produção literária e de fortalecimento da classe.

O almoço de posse da diretoria da entidade ocorreu neste sábado (28/02), no Restaurante Cascatinha, reunindo aproximadamente 300 pessoas entre os quais, jornalistas e escritores. O evento marcou oficialmente o início das atividades do sindicato, que nasce com o propósito de defender direitos autorais, ampliar espaços de publicação e promover o reconhecimento profissional dos escritores em um cenário cada vez mais automatizado.

Organizado por Bernardi, o encontro contou com a presença de lideranças políticas, empresariais e representantes de entidades da comunicação. Entre os convidados estavam o professor Wilson Picler, CEO do Grupo Uninter; o jornalista e professor, Hélio Pugliellio; presidente da Associação Paranaense de Imprensa (API), jornalista Célio Martins; a ex-deputada federal Clair Martins; o presidente da União Geral dos Trabalhadores (UGT-PR), Manassés Oliveira; o presidente da Rede Sustentabilidade, Paulo Lamarc; o diretor do jornal Curitiba News, Carlos Bahia; o escritor e jornalista Mario Milani; o professor e jornalista Valdir Cruz; a jornalista Doroti Prados; delegado Siqueira; escritor e cineasta Ulisses Larochinski, escritor e editor Maggiar Villar Casanova; entre outras personalidades do meio literário.
Durante o evento, Bernardi destacou que a criação do sindicato não representa resistência ao avanço tecnológico, mas sim a necessidade de organização da categoria diante das transformações digitais. “A inteligência artificial é uma realidade irreversível. O que precisamos é garantir que o escritor seja valorizado, protegido e reconhecido em sua autoria e criatividade”, afirmou.
Na opinião do professor Wilson Picler, “o mundo cultural está sofrendo uma transformação com as inteligencias artificiais, hoje não precisa nem editar um texto, basta apenas um comando de voz. Neste momento sou um intusiasta da IA, que é uma ferramenta extraordinária, não quero lutar contra isso”, concluiu.
A proposta do Sindicato dos Escritores do Brasil inclui a promoção de feiras literárias, cursos de formação, assessoria jurídica para questões relacionadas a direitos autorais e o estímulo à publicação independente. A diretoria também pretende abrir diálogo com editoras, universidades e plataformas digitais para estabelecer critérios mais justos de remuneração e uso de obras literárias.
O encontro evidenciou a preocupação crescente entre profissionais da escrita quanto aos impactos da automação na produção textual. Ao mesmo tempo, reforçou a crença de que a criatividade humana permanece insubstituível.
Em meio à revolução digital, o sindicato nasce com a missão de unir vozes, fortalecer a literatura nacional e reafirmar o papel do escritor como protagonista da cultura brasileira.
por Carlos Bahia – Foto: Thiago Chella
Veja Também
Paraná amplia formalização no setor turístico e chega a 13.635 cadastros no Cadastur
O Paraná encerrou fevereiro de 2026 com 13.635 prestadores de serviços turísticos registrados no Cadastur, o sistema oficial do Ministério do Turismo. O número representa crescimento de 0,5% em relação a janeiro deste ano, quando...
Gilmar Mendes acredita que quem recorre ao STF não deve criticar ministros
A Suprema Corte não deve ser isenta de criticas e os recursos judiciais são tramites legais acessíveis a todos cidadãos. Contudo, dever do fazer não exime um ministro de possível criticas. O ministro do Supremo...