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Torta Martha Rocha, foi criado pela Confeitaria das Famílias em 1954 em homenagem a miss Brasil, ganha festival no mês de aniversário de Curitiba e vai se tornar Patrimônio Imaterial do Paraná.
Declarada Patrimônio Cultural Imaterial do Paraná, a torta Martha Rocha ganha agora protagonismo também na agenda oficial da capital. De 4 a 15 de março, Curitiba realiza a primeira edição do Festival da Torta Martha Rocha, com participação de 15 confeitarias. O evento passa a integrar o calendário de comemoração do aniversário da cidade, celebrado em 29 de março.
Durante o festival, cada estabelecimento oferecerá fatias da sobremesa pelo valor fixo de R$ 19,50, convidando o público a experimentar diferentes versões do clássico curitibano. A iniciativa é organizada pelo Sérgio Medeiro da página Curitiba Honesta, responsável por uma série de eventos gastronômicos consolidados na cidade e conta com o apoio do Instituto Municipal de Turismo.
“O reconhecimento da torta como patrimônio imaterial fortalece nossa identidade cultural. Ao incluirmos o festival no calendário oficial do aniversário, ampliamos o alcance turístico da gastronomia e estimulamos a economia criativa”, afirma Rodrigo Swinka, presidente do Instituto Municipal de Turismo.
Estratégia de posicionamento
A parceria entre o Instituto Municipal de Turismo e o Curitiba Honesta se estende há anos e tem como foco estruturar a culinária local como ativo estratégico do destino. A entidade já esteve à frente de festivais como o do Pão com Bolinho e o de Carne de Onça, além de atuar em processos ligados a Indicações Geográficas e reconhecimento de patrimônios gastronômicos.
História

A torta Martha Rocha, criada em 1954 em Curitiba, nasceu como homenagem à Maria Martha Hacker Rocha, eleita Miss da Bahia e Miss Brasil, e foi vice no Miss Universo. A receita é atribuída à confeiteira Dair da Costa Terzado, proprietária da tradicional Confeitaria das Famílias. Com o tempo, o doce ultrapassou as vitrines e se consolidou como presença marcante em celebrações familiares.
O reconhecimento oficial como Patrimônio Cultural Imaterial do Paraná, consolidando juridicamente o status do doce como símbolo da identidade cultural paranaense, a aprovação do projeto de lei nº 924/2025 pela Assembleia Legislativa do Paraná. Fonte: SECOM foto – Divulgação
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