Publicado por: Carlos Borges Bahia
Publicado em 21 de janeiro de 2026

O que era para ser apenas mais um dia de férias, sol e risadas quase terminou em tragédia na Praia da Lagoinha, em Florianópolis. Um grupo de jovens de Curitiba, que passava alguns dias na casa de familiares de um colega, viveu momentos de pânico, desespero e choro ao ver dois amigos sendo engolidos pelo mar revolto.

Os meninos brincavam despreocupados na água quando perceberam que o mar estava “puxando”. Tentaram sair imediatamente, mas já era tarde demais. O repuxo das ondas mostrou sua força cruel e dois dos garotos não conseguiram vencer a correnteza. Quanto mais nadavam em direção à areia, mais o mar os arrastava para longe, em uma cena que gelou o sangue de quem assistia da praia.

O desespero tomou conta. Gritos, pedidos de socorro e olhares de terror marcaram o momento em que os jovens lutavam contra o cansaço extremo. Foi então que um herói improvável surgiu: um cidadão que estava na praia com um caiaque não pensou duas vezes e entrou mar adentro. Com coragem e rapidez, conseguiu resgatar um dos piás, arrancando aplausos e suspiros de alívio.

Mas o pior ainda estava por vir.

O segundo rapaz já estava muito distante da praia, praticamente à mercê do mar. O guarda-vida Aldo Collazo chegou, mas enfrenta uma dificuldade grave: no momento não havia jet-ski disponível para auxiliar no resgate. A tensão aumentou ainda mais. Cada minuto parecia uma eternidade para os amigos, que choravam, rezavam e assistiam impotentes à luta pela sobrevivência do colega.

Foram mais de 20 minutos de puro terror. As ondas não davam trégua e exigiram esforço extremo dos bombeiros, que não desistiram em nenhum momento. Quando finalmente conseguiram alcançar o jovem e trazê-lo de volta, a praia explodiu em aplausos, gritos e lágrimas de alívio. A vida venceu.

“Achei que ia morrer”

Júlio , um dos envolvidos, contou que percebeu estar se afastando da praia e tentou voltar, mas cada braçada parecia inútil. O cansaço extremo, a câimbra e o medo tomaram conta. “Achei que ia morrer”, relatou. Em meio ao desespero, pensou em Deus e decidiu lutar até o fim. Mesmo dizendo que não acreditava, afirmou ter sentido uma força inexplicável, que o fez perseverar e não desistir da vida.

O final feliz só foi possível graças à coragem, perseverança e solidariedade. Os guarda-vidas foram  aplaudidos pelo empenho e bravura; assim como o cidadão, que foi corajoso e determinado, entrou no mar e ajudou a salvar vidas.

Fica o alerta: o mar, mesmo em dias aparentemente tranquilos, não perdoa descuidos. Mas poderia ter sido mais uma tragédia. “O mar estava revolto, tivemos algumas dificuldades para vencer a correnteza, mais uma vez, graças a Deus, a história terminou bem, com as pessoas salvas”, disse Aldo Collazo, Guarda-Vida do Estado de Santa Catarina.

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