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Saída antecipada abre disputa pela sucessão no Paraná e reorganiza alianças nacionais
O governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), confirmou que pretende deixar o cargo em abril para cumprir o prazo de desincompatibilização exigido pela legislação eleitoral e viabilizar sua pré-candidatura à Presidência da República. A decisão antecipa o calendário político no Estado e inaugura oficialmente o ciclo de transição no Centro Cívico, sede do governo estadual.
Na prática, a movimentação sinaliza que Ratinho Júnior passa a priorizar um projeto nacional. Ainda assim, aliados não descartam a possibilidade de o governador optar por uma candidatura alternativa ao Senado, a depender do cenário eleitoral e das costuras partidárias nos próximos meses.
Segundo fontes do Palácio Iguaçu, a saída do governador acelera a disputa interna pela sucessão e intensifica as articulações entre partidos da base governista. Como em um tabuleiro de xadrez, cada movimento exige cautela e estratégia, já que a definição do sucessor será decisiva para a manutenção do grupo político no comando do Estado.
Disputa pela sucessão no Paraná
No PSD, partido de Ratinho Júnior, ao menos três nomes despontam como postulantes ao apoio do governador. Estão no radar o secretário das Cidades, Guto Silva; o presidente da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), Alexandre Curi; e o ex-prefeito de Curitiba Rafael Greca, atualmente à frente da Secretaria do Desenvolvimento. Apesar do peso político, nenhum deles lidera, até o momento, as pesquisas de intenção de voto, o que pode levar o governador a buscar uma alternativa fora do partido para preservar influência no cenário estadual.
Nesse contexto, o senador Sergio Moro (União Brasil-PR) tem intensificado as conversas com o Palácio Iguaçu. A articulação envolve a formação de uma chapa na qual Ratinho Júnior poderia indicar o candidato a vice-governador, em troca de apoio estadual — e possivelmente nacional — ao seu projeto presidencial.
Alianças nacionais em jogo
Além das articulações locais, Ratinho Júnior também mantém diálogo com o partido Novo, especialmente com o governador de Minas Gerais, Romeu Zema. A possibilidade de uma “dobradinha” entre os dois governadores é vista por aliados como uma tentativa de consolidar uma frente liberal-conservadora com alcance nacional.
Outros partidos da base governista, como MDB, PL e PP, também devem buscar espaço tanto na sucessão estadual quanto na composição das chapas para o Senado, ampliando o leque de negociações e elevando a complexidade do cenário político paranaense.
Com a saída de Ratinho Júnior do governo se aproximando, o Paraná entra definitivamente em clima eleitoral. As próximas semanas devem ser marcadas por intensas negociações, testes de alianças e definições estratégicas que podem redesenhar o mapa político do Estado e influenciar o debate nacional.
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