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A grande maioria dos paises da América Latina e Caribe não reconhece o governo de Nicolás Maduro, e apoiam a intervensão dos EUA.
Porém, diversos governos e lideranças políticas de orientação à esquerda e extrema-esquerda, se posicionaram publicamente contra a possibilidade de uma intervenção militar dos Estados Unidos na Venezuela. As declarações ocorreram em meio aos parceiros do ditador Nicolás Maduro, que pesa sobre ele acusação de chefiar cartel de narcotráfico, desrespeito aos direitos humanos e fraude eleitoral para se perpetuar no poder.
No Brasil, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, publicou uma nota nas redes sociais na qual condenou qualquer ação militar contra o país vizinho. “Atacar países, em flagrante violação do direito internacional, é o primeiro passo para um mundo de violência, caos e instabilidade, onde a lei do mais forte prevalece sobre o multilateralismo”, afirmou. A declaração gerou reações de críticos do governo brasileiro, que apontam contradições entre o discurso em defesa do direito internacional e alianças políticas mantidas pelo Palácio do Planalto, como apoio a ditadores acusados de narcoterrorismo.
Na Colômbia, o presidente Gustavo Petro também se manifestou de forma contundente. Em discurso com tom nacionalista, o mandatário criticou autoridades norte-americanas e afirmou que a América do Sul, inspirada no legado de Simón Bolívar. O pronunciamento dividiu opiniões dentro e fora do país, que considera o regime de Petro parseiro de Maduro e possível envolvimento com o narcotráfico.
A China, por meio de seu Ministério das Relações Exteriores, declarou que uma eventual intervenção dos Estados Unidos na Venezuela representaria violação do direito internacional. Pequim reiterou sua posição tradicional de defesa do princípio da não intervenção em assuntos internos de outros Estados. Críticos, no entanto, destacam o histórico do país asiático em relação a direitos humanos e controle político interno com censura nas mídias sociais e perseguição religiosa.
Na Rússia, o presidente Vladimir Putin, aliado estratégico do governo Maduro, também criticou as ações e declarações dos Estados Unidos, classificando-as como interferência externa. Ainda assim, o Kremlin adotou um tom mais cauteloso, mantendo o foco prioritário no conflito em curso na Ucrânia.
A Organização das Nações Unidas também se pronunciou. Mais de 200 paises não reconhecem o governo maduro como legítimo. Contudo, o secretário-geral António Guterres, por meio de seu porta-voz, afirmou estar “profundamente preocupado” com a escalada de tensões e alertou que uma intervenção poderia abrir um precedente perigoso nas relações internacionais. Especialistas e analistas ressaltam que, paralelamente ao debate sobre soberania, temas como narcotráfico, terrorismo e ditadura são as principais causas da instabilidade política e violência transnacional, que seguem como desafios centrais para a paz regional e global.
As manifestações evidenciam o aprofundamento das divisões geopolíticas em torno da crise venezuelana, enquanto a comunidade internacional busca caminhos diplomáticos para evitar um novo conflito armado e restabelecer a democracia na América Latina.
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