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O presidente afirmou que a decisão representa um ato de justiça com o povo evangélico e com um gênero musical que, faz parte da identidade cultural de milhões de brasileiros. Lula ressaltou que o decreto não cria privilégios, mas reconhece oficialmente uma expressão artística já consolidada no país.
o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou, nesta terça-feira (23/12), um decreto que reconhece a música gospel como manifestação cultural brasileira. A iniciativa é interpretada como um gesto de aproximação do governo federal com o eleitorado evangélico, segmento que tem peso crescente no cenário político e social do país.
A cerimônia no Palácio do Planalto reuniu autoridades do Legislativo e parlamentares ligados à bancada evangélica, além de artistas do gênero musical. Entre os presentes estavam o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), a senadora Eliziane Gama (PSB-MA), os deputados Otoni de Paula (MDB-RJ) e Benedita da Silva (PT-RJ).
Durante o evento, Lula destacou que o decreto nasceu de uma demanda apresentada pela senadora Eliziane Gama. Segundo o líder petista, a proposta foi levada pessoalmente ao seu gabinete e prontamente acolhida pelo governo. Para ele, o reconhecimento tem caráter simbólico e busca valorizar a contribuição cultural da música gospel para a sociedade brasileira.
O anúncio da medida havia sido antecipado por Lula durante a última reunião ministerial de 2025, realizada no dia 17 de dezembro. Na ocasião, o presidente dirigiu-se diretamente ao advogado-geral da União, Jorge Messias, que é evangélico e foi indicado para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). Em tom descontraído, o chefe do Executivo mencionou que a oficialização do decreto permitiria, simbolicamente, a presença da música gospel também nos espaços institucionais do poder.
Em 2022, o Brasil tinha cerca de 47,4 milhões de evangélicos, representando 26,9% da população, um aumento significativo em relação a 2010 (21,6%), segundo o IBGE Censo 2022. No entanto, acredita que esse número deva ser o dobro, se considerar que muitos evangélicos fora da comunidade religiosa não se declaram como crente, por não estár participando da congregação.
Diferente daqueles que se denominam católicos, mesmo que não são praticantes, mas, foram batizados pelos pais quando eram bebês, e nas pesquisas se denominam pertencetes ao catolicismo, mesmo participando de outras denominações religiosas.
Fonte: Agência Brasil foto: Ricardo Struckert
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