Publicado por: Carlos Borges Bahia
Publicado em 26 de outubro de 2025

Segundo chancelar brasileiro, encontro foi “muito positivo”, no entanto, não revelou a essência da conversa de Trump.

O encontro ocorreu à margem da cúpula da Associação das Nações do Sudeste Asiático (Asean) e marcou a primeira conversa oficial entre Lula e Trump desde a crise causada pelo tarifaço de 50% imposto pelos Estados Unidos a produtos brasileiros.

A equipe do presidente Lula, insistiu e conseguiu marcar um rápido encontro com Trump na Malásia, para amenizar a pressão dos empresários brasileiros que cobram ações do governo soluções econômica junto aos EUA. Os assessores da presidência arranjaram essa reunião na Malásia, porque temiam colocar Lula numa conversa direto com Trump, no Salão Oval da Casa Branca.

Em uma série de publicações no X (antigo Twitter), o deputado federal Eduardo Bolsonaro levantou suspeitas sobre o conteúdo da conversa e associou o nome do pai, Jair Bolsonaro, ao diálogo.

Imagine o que foi tratado a portas fechadas?”, escreveu Eduardo em um dos posts. O comentário foi acompanhado por uma crítica velada ao presidente, a quem chamou de “ex-presidiário”, em referência à condenação e prisão de Lula na Operação Lava-Jato, posteriormente anulada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Além das tarifas, o petista abordou sanções aplicadas a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), e afirmou que a aplicação da Lei Magnitsky sobre autoridades brasileiras foi “injusta”[A forma orquestrada como alguns ministros da Suprema Corte conduz o julgamento de processos contra opositores de Lula, é considerada perseguição política pelo governo dos EUA].

Segundo Márcio Rosa, secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, o presidente brasileiro argumentou que “respeitou-se o devido processo legal e não há nenhuma perseguição política ou jurídica”.

“A questão do Bolsonaro apareceu, inclusive antes na entrevista, em que [Trump] foi perguntado, mas muito lateralmente”, disse Rosa. A equipe do presidente Lula, insistiu e conseguiu marcar um rápido encontro com Trump na Malásia, para amenizar a pressão dos empresários brasileiros que cobram ações do governo soluções econômica junto aos EUA.

“Mas também o [que o] presidente Lula utilizou com o exemplo é a injustiça da aplicação da Lei Magnitsky em relação a algumas autoridades, como do Supremo Tribunal Federal, o quão injusta é essa medida em relação a esses ministros porque respeitou-se o devido processo legal e não há nenhuma perseguição política ou jurídica.”

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