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Deputados paranaenses aprovaram nesta quarta-feira (15/05) a continuidade da aposentadoria de ex-governadores e pensionistas que recebem mais de R$ 30 mil mensais, sem ter para isso contribuído com a Previdência. Enquanto um trabalhador precisa recolher 35 anos para ter direito a uma aposentadoria.
Durante a campanha eleitoral, o atual governador Ratinho Junior, prometeu reiteradamente que se eleito fosse, acabaria com aposentadoria dos ex-governadores, por não achar justo, alguém que não contribuiu para a Previdência receber salário de marajás.
Nas palavras do próprio Governador o pagamento deste subsídio mensal e vitalício afronta os princípios da moralidade administrativa e da impessoalidade, pois visa premiar aquele que tenha exercido mandato com uma “graça remuneratória vitalícia”, em desacordo com o interesse público e causando grave lesão à economia pública.
A Assembleia Legislativa aprovou em clima caloroso o fim da aposentadoria para os futuros ex-governadores, no entanto, busca com esse projeto legalizar a aposentadoria dos 8 governadores e 3 pensionistas que custam para o Estado mais de R$ 3,8 milhões por ano, equivale a soma das aposentadorias de 3 mil e o 800 trabalhadores.
A Proposta de Emenda Constitucional – PEC, foi apresentado com a ideia de acabar com abuso e a ilegalidade das aposentadorias precoce dos ex-governadores e pensionistas, porém, maliciosamente o projeto foi orquestrado para legalizar a imoralidade. Percebe-se que os políticos ainda estão presos e comprometidos com os ex-governadores a ponto de trair o povo que os elegeu.
O deputado Homero Marchesse (PROS) discorda da aposentadoria de ex-governadores e promete entrar com representação na justiça para barrar aposentadoria imoral e ilegal. “Isso não é aposentadoria, porque não recolheram contribuição para ter direito, isso é benefício que o estado está concedendo, e que custa caro para os cofres públicos”.
Os ex-governadores aposentados precocemente, na maioria são milionários, acumularam durante a vida pública patrimônios fabulosos, exemplo disso o ex-governador Beto Richa com mais de 198 milhões. Sem falar no ex-governador Orlando Pessuti, que recebe aposentadoria de governador, ainda acumula aposentadoria de servidor do público em cargo que nunca exerceu, e ainda recebe proventos de cargo em comissão.
A verdade é que não há nenhum ex-governador em extrema necessidade que venha precisar de ajutório do governo.
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