Índice de muito endividados é o maior em 23 meses. Expectativa é que recém-lançado Desenrola 2.0 do governo federal reduza o problema em junho Ao alcançar o quinto mês seguido de alta e renovar o maior patamar...
A Região Metropolitana de Curitiba (RMC), composta por 29 municípios, é a terceira do País com maior renda domiciliar per capita, com R$ 3.078 em 2024. Apenas as regiões metropolitanas de Florianópolis (R$ 3.528) e Brasília (R$ 3.276) tiveram números superiores. A média das 22 principais regiões metropolitanas do Brasil ficou em R$ 2.475.
Os dados são da 16ª edição do boletim Desigualdade nas Metrópoles, produzido pelo Observatório das Metrópoles em parceria com o laboratório de estudos PUCRS Data Social e com a RedODSAL (Rede de Observatórios da Dívida Social na América Latina). O estudo usa como base os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD).
O resultado representa um salto da RMC nesse ranking. Em 2021, durante a pandemia, a renda na região paranaense era de R$ 2.156, o que a colocava na sexta posição. De lá para cá, a RMC superou as regiões metropolitanas de Porto Alegre, São Paulo e Rio de Janeiro.
Ainda de acordo com o levantamento, a RMC apresenta bons índices no que diz respeito à queda da pobreza e extrema pobreza, em comparação com outras áreas de mesma natureza. Considerando, por exemplo, apenas o extrato dos 40% mais pobres da Grande Curitiba, a renda mensal era de R$ 941 em 2024, a segunda mais alta do país, abaixo apenas de Florianópolis (R$ 1.088). Ambas com valores bem acima da média nacional, de R$ 670.
O documento traz ainda uma avaliação do porcentual de pessoas nesses espaços urbanos que se enquadram em situação de pobreza – ou seja, que recebem por dia menos de US$ 6,85. Enquanto as regiões metropolitanas do Brasil apresentaram 19,4% de seus habitantes nessas condições, a RMC teve apenas 11%, o que significa o segundo melhor resultado, tendo Florianópolis à frente, com 6,8%. Em 2021, a RMC havia registrado 18,2% nesse quesito e ocupava a terceira posição da lista, que tinha as outras duas capitais da Região Sul à frente.
Filtrando ainda mais esse extrato, o boletim do Observatório das Metrópoles também aponta qual é a parcela da população desses conglomerados municipais que se enquadra no que se chama de extrema pobreza – renda diária menor do que US$ 2,15. Mais uma vez, a Grande Curitiba se destaca, com o terceiro melhor índice, juntamente com Brasilia, com 1,7% – eram 2,5% em 2021. O melhor desempenho ficou com Goiânia (1,4%), seguida da dobradinha Florianópolis e Porto Alegre (1,5%). A média nacional foi de 3,3%. Informações: AEN foto: Roberto Dziura
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