Publicado por: Carlos Borges Bahia
Publicado em 14 de setembro de 2025

Giogia Meloni critica comportamento da esquerda diante de um crime bárbaro: “Se calam, minimizam ou festejam” O clima aqui na Itália está insustentável, e é hora de denunciar isso e dizer que essas ideias são perigosas e antidemocráticas.”

A primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni (foto), criticou neste sábado, 13, setores da esquerda de seu país que, segundo ela, se calaram ou até celebrarem o assassino do ativista conservador americano Charlie Kirk. A declaração foi feita durante a festa nacional da União dos Democratas-Cristãos e Democratas de Centro (UDC).

Kirk, aliado próximo do presidente dos EUA, Donald Trump, foi morto com um tiro enquanto discursava em um evento ao ar livre na Utah Valley University, em Orem. O suspeito é Tyler robinson, de 22 anos, militante da esquerda, que foi preso após confessar o crime a familiares.

Meloni chamou o crime de “assassinato a sangue frio” e afirmou que há um duplo padrão na reação política ao episódio. 

“Venho de uma comunidade política frequentemente acusada, injustamente, de espalhar ódio; acusada, veja só, pelos mesmos que hoje se calam, minimizam ou até justificam, ou festejam, o assassinato premeditado, a sangue frio, de um jovem de 31 anos culpado apenas de defender suas ideias com coragem.”

A primeira-ministra italiana afirmou que Kirk se abria ao debate público e não temia ser contestado: 

“Ele simplesmente se sentava em público e permitia que qualquer um o desafiasse em debate sobre qualquer tema, pois estava convicto de suas ideias. Fazia isso com um sorriso nos lábios, fazia com respeito. Isso assustava as pessoas. Porque quem não tem argumentos teme quem os tem.”

Segundo Meloni, a ausência de argumentos leva à hostilidade. “Eu vi isso acontecer muitas vezes. A quem falta argumentos, resta apenas a criminalização, o insulto, a desqualificação do adversário, e a violência, que começa verbalmente, mas às vezes se torna física.”

A premiê afirmou ter lido comentários “desumanos” após a morte do ativista. Ela citou em especial o matemático Piergiorgio Odifreddi, que declarou: “Atirar em Martin Luther King e em um representante MAGA não é o mesmo.”

Meloni questionou o posicionamento de Odifreddi. 

“Ele acha que há pessoas em quem é legítimo atirar por suas ideias, ou que é menos grave atirar porque discordamos delas, ou que é compreensível querer atirar por causa de suas ideias? Significa que devemos imaginar penas menores para quem atira num político de direita, talvez considerando suas ideias ‘impresentáveis’ como atenuante?

Repercussão nos EUA

O comentarista esportivo Stephen A. Smith, maior nome da ESPN nos Estados Unidos, criticou na última quinta-feira (11), pessoas que celebraram a morte de Charlie Kirk. Em seu programa no SiriusXM, ele classificou como vergonhoso relativizar a violência por divergências políticas.

“Não importa quais eram as crenças políticas dele! Não me importo com o que ele sentia. Eu me importo com o fato de que um homem foi morto a tiros na frente de dois de seus filhos, que têm 5 anos ou menos; que ele morreu aos 31 anos de idade; que sua mulher é viúva; que seus filhos ficaram órfãos de pai, porque as ideias dele e as crenças dele são diferentes das de alguém, aparentemente.

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