Publicado por: Carlos Borges Bahia
Publicado em 8 de setembro de 2025

As polícias Civil e Militar, em parceria com o Ministério Público de São Paulo, prenderam nesta segunda-feira, 8, pelo menos três acusados de chefiar o tráfico de drogas na Favela do Moinho, no centro da capital paulista.

Batizada de Sharpe, a operação cumpre dez mandados de prisão preventiva e 14 de busca e apreensão na Favela do Moinho.

José Carlos Silva, substituto de Leo do Moinho na liderança do tráfico no local, e Jorge de Santana, proprietário de um bar que armazenava drogas e armas, também foram presos.

A ação é desdobramento da Operação Salus et Dignitas, deflagrada em 6 de agosto de 2024 para desarticular ações do crime organizado na região da Cracolândia.

“A operação teve como resultado a quase total eliminação das cenas abertas de uso de drogas na região, já que o tráfico de drogas era, segundo o levantamento feito por um ano, apenas uma das vertentes dos crimes cometidos em um ambiente transformado em um verdadeiro ‘ecossistema para o cometimento de ilícitos’, cujas ordens centrais partiam do Primeiro Comando da Capital – PCC no interior da comunidade conhecida como Favela do Moinho”, afirmou o MPSP.

Na ocasião, nenhum dependente foi detido. Houve, entretanto, a detenção de lideranças e fechamento de inúmeros estabelecimentos (hotéis, bares, empresas de reciclagem, lojas para venda de celulares) dominados pela organização criminosa, bem como a prisão de agentes públicos envolvidos em atividade de milícia”, continuou.

As investigações indicaram que Leo do Moinho continuava emitindo ordens criminosas de dentro do presídio, “com a finalidade de intimidar funcionários do CDHU, impedindo, outrossim, que as famílias residentes aceitem indenização pelas suas moradias sob o falso pretexto de resistência da comunidade local”.

Fonte O Antagonista

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