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Os desfiles cívico-militares do Dia da Independência, tradicionalmente realizados em diversas capitais brasileiras no dia 7 de Setembro, registraram baixa adesão popular neste ano. Em Brasília, Curitiba, Belo Horizonte, São, Paulo, Rio de Janeiro e outras grandes cidades, o número de presentes foi visivelmente menor do que em anos anteriores, conforme imagens e relatos divulgados por veículos de imprensa e nas redes sociais.
A ausência de público expressiva levantou questionamentos sobre o atual papel das Forças Armadas, o simbolismo da data e a relação da população com as instituições públicas. Em algumas cidades, familiares de estudantes e militares marcaram presença, mas a participação de civis fora desses grupos foi considerada tímida.
“Nos outros anos a gente via mais movimentação e grande participação popular. Hoje, está tudo mais silencioso”, afirmou Marta Ferreira, professora de história presente no desfile em Belo Horizonte. “A data parece ter perdido o engajamento popular.”

Analistas políticos apontam que o esvaziamento pode ser reflexo de um contexto político polarizado, no qual diferentes segmentos da sociedade interpretam o 7 de Setembro de maneiras distintas — ora como momento cívico de união, ora como palco de disputas ideológicas.
Em discurso na véspera do feriado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva com pretexto de defender a propagação de desinformação nas redes sociais, disse: “Liberdade de expressão não é liberdade de agressão”, prometeu impor regime de controle nas plataformas digital. — Esse tema gerou muito debates intensos na sociedade.
Críticos da atual gestão afirmam que propostas nesse sentido ameaçam a liberdade de imprensa e de opinião. Já apoiadores do governo argumentam que o objetivo é conter abusos e proteger a integridade do processo democrático.
A ausência de manifestações públicas ou protestos significativos durante o feriado também foi interpretada por alguns como sinal de apatia cívica. Outros enxergam no silêncio uma forma simbólica de protesto: “O povo mostrou que, sem ele, não há festa, não há nação”, comentou um manifestante que preferiu não se identificar.
Especialistas ressaltam que o sentido do 7 de Setembro — mais do que atos oficiais — está na reflexão sobre o papel do cidadão na construção de um país livre e democrático.
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