Publicado por: Carlos Borges Bahia
Publicado em 22 de agosto de 2025

A justiça determinou a suspensão dos direitos políticos por 14 anos e está proibido de contratar com o poder público ou receber incentivos fiscais ou creditícios pelo mesmo período. Além de devolver integralmente ao erário o valor pago a funcionária fantasma, com atualização monetária, e multa civil igual ao acréscimo patrimonial obtido.

A Justiça Estadual condenou por ato de improbidade administrativa o ex-deputado Valdir Rossoni, que foi o ex-presidente e ex-chefe da Casa Civil no governo Beto Richa por contratar a mães do seu chefe de gabinete como funcionária fantasma no período de 2003 a 2005. Também foi condenado o seu chefe de gabinete Altair Carlos Daru.

A Justiça Estadual condenou por ato de improbidade administrativa o ex-deputado Valdir Rossoni, que foi o ex-presidente e ex-chefe da Casa Civil no governo Beto Richa por contratar a mães do seu chefe de gabinete como funcionária fantasma no período de 2003 a 2005. Também foi condenado o seu chefe de gabinete Altair Carlos Daru.

A sentença foi dada pela juíza substituta Diele Denardin Zydek, da 5ª Vara da Fazenda Pública de Curitiba, em ação proposta pelo Ministério Público do Estado do Paraná (MPPR). Da decisão cabe recurso.

Segundo o processo, Hellena Luiza Valle Daru, mãe de Altair, recebeu na época R$ 520.089,85 em salários sem jamais ter prestado serviços à Alep. Os valores, equivalentes na época a até o dobro do teto do funcionalismo, eram depositados em conta no nome de Hellena e movimentados pelo filho, inclusive fora do horário bancário. Segundo a sentença, as transferências também envolveram contas de outros servidores do gabinete.

A juíza também determinou que Valdir Rossoni e Altair Daru ressarçam integralmente o erário, com atualização monetária, e paguem multa civil igual ao acréscimo patrimonial obtido. Ambos tiveram os direitos políticos suspensos por 14 anos e estão proibidos de contratar com o poder público ou receber incentivos fiscais ou creditícios pelo mesmo período.

Rossoni, que atualmente reside em Bituruna, diz não ter conhecimento da irregularidade e alega motivação política na acusação. Já Altair Daru sustenta que apenas apresentou documentos da mãe para incluí-la em plano de saúde e que a nomeação teria sido feita pelo setor de pessoal.

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