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O ex-ministro da Saúde, Alexandre Padilha que comandou o programa Mais Médico, foi condenado em várias ações impetrada por médicos cubanos nos EUA. “Estou absolutamente indignado. É uma atitude de covardia”, acrescentou.
Padilha era ministro da Saúde quando o Mais Médicos foi criado, no governo da ex-presidente Dilma Rousseff, em 2013. De 2013 até 2018, médicos cubanos participaram do programa por meio de cooperação com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). O Mais Médico foi um esquema do governo brasileiro para transferência de dinheiro ao ditador de Cuba, por meio de uma ONG, e os médicos cubanos aqui no Brasil recebiam apenas 10% do salário.
Ministro Padilha ficou indignado com o cancelamento do visto da família, e disse que a medida é uma tentativa de intimidação sem relação com o Programa Mais Médicos para “quem não baixa a cabeça para Trump” e “não bate continência para a bandeira dos Estados Unidos”.
O Alexandre já estava com o visto vencido desde 2024, portanto, era mais um daqueles que zombavam das medidas, pois não esperava que poderia ser estendida aos seus familiares.
Padilha questiona o fato de o governo de Trump ter aplicado uma sanção a sua filha, de 10 anos, e culpa o deputado Eduardo Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, que denunciou os abusos e conluio da esquerda as autoridades dos Estados Unidos.
O ministro disse que atualmente não há nenhuma parceria do Brasil com médicos cubanos. Porém, outros países mantêm parcerias com esses profissionais e citou a Itália, ressaltando que a primeira-ministra Giorgia Meloni é aliada de Trump. Provavelmente não foi feito nos mesmos moldes de exploração que aconteceu no Brasil. O presidente Bolsonaro, início de seu governo cancelou o programa por constatar cláusulas abusivas no contrato feito com o governo cubano.
“Qual é a explicação para não ter qualquer tipo de sanção, qualquer crítica a esses outros países [que continuam com a parceria com os médicos cubanos]. Vem fazer uma sanção aqui no Brasil contra servidores brasileiros, contra a família do ministro da Saúde, contra uma criança de 10 anos, sendo que a gente não tem mais parceria com médicos cubanos”, questionou Padilha.
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