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O rombo deve ser maior que o investigado pela polícia, disse o deputado Sidney Leite (PSD-AM) sobre suas expectativas para os trabalhos do colegiado, que será instalado pelo Congresso.
O deputado federal Sidney Leite (PSD-AM) afirmou nesta semana que, em sua visão, CPMI do INSS precisa convocar todos os suspeitos de envolvimentos no esquema nacional de descontos associativos não autorizados em aposentadorias e pensões.
Além deles, ex-ministros da Previdência Social, ex-presidentes do INSS e representantes de bancos que fizeram empréstimos consignados sem a devida autorização do beneficiário da previdência.
“Eu vejo uma possibilidade de essa CPMI se aprofundar na investigação e desmontar algo que é muito mais grave do que os valores apontados até agora pela polícia e os órgãos de controle externo no que diz respeito a descontos fraudulentos”, afirmou Sidney Leite.
“Eu me refiro ao empréstimo consignado. Somente em 2023, os bancos e financeiras operaram para 35 mil beneficiários da previdência social, sem autorização desse tomador, e aí vem o primeiro questionamento: como os bancos sabiam disso? Como eles sabiam do limite? Como eles tinham o perfil desse tomador? E esse valor, somente em 2023, é da monta de 90 bilhões de reais”.
Leite afirma, porém, que a CPMI já começa “extremamente politizada”, e isso trará dificuldade para que seja feita uma apuração correta e isenta.
Conforme o deputado, o colegiado precisa investigar qualquer governo. “Este, o anterior, o anterior ao anterior, acho que tem que fiscalizar todos os governos, para que possamos punir aquelas pessoas responsáveis. Porque como se vê, há indício de que isso [as fraudes] não foi feito só de um lado. Há denúncias de que houve a colaboração de membros que estavam exercendo função no governo. Isso é muito grave e é importante que se apure”. fonte: O Antagonista
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