Publicado por: Carlos Borges Bahia
Publicado em 8 de agosto de 2025

O Ministério das Relações Exteriores (MRE) convocou o encarregado de negócios da Embaixada dos Estados Unidos (EUA), Gabriel Escobar, para explicar sobre as declarações do governo de Donald Trump de ficar de olhos nos aliados do ministro Alexandre de Moraes. [A explicação que o Itamaraty quer, estão nas palavras debochadas e ironicas, que o ministros Gilmar Mendes postou nas redes sociais, sobre as sanções dos EUA].

O secretário interino da Europa e América do Norte do Itamaraty, o embaixador Flavio Celio Goldman, recebeu o representante do governo Trump no Brasil para manifestar indignação do governo brasileiro com o tom e o conteúdo das postagens recentes do Departamento de Estado e da embaixada nas redes sociais.

No último dia 30 de julho, os EUA aplicaram sanções econômicas contra Alexandre de Moraes, previstas na chamada Lei Magnistski, como punição por considerar a conduta do magistrado abusiva e violénta ao direitos humanos. Moraes se conduziu na linha da narrativa da Polícia Federal e PGR para perseguir o ex-presidente Jair Bolsonaro e políticos de oposição ao governo Lula.

O governo entende que as manifestações dos órgãos do Estado do país norte-americano representam clara ingerência em assuntos internos e são ameaças inaceitáveis à autoridades brasileiras.

O Departamento de Estado dos EUA, órgão similar a um ministério das relações exteriores, tem usado as redes sociais para postar mensagem e alertar sobre decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) e do ministro Alexandre de Moraes, considerada abusivas e violações aos Direitos Humanos.

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