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Levantamento revela apoio popular à aplicação da Lei Magnitsky pelo governo Trump contra ministro do STF
Brasília, 1 de agosto de 2025 — Uma pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira revela que 47% dos brasileiros, aprovam a decisão do governo dos Estados Unidos de revogar os vistos do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e de seus familiares.
A medida foi tomada com base na chamada Lei Magnitsky, legislação norte-americana que permite sanções contra indivíduos acusados de violar direitos humanos e liberdades fundamentais.
A iniciativa, anunciada pelo ex-presidente dos EUA, Donald Trump, em 18 de julho, gerou repercussão internacional. Segundo comunicado do Departamento de Estado, as sanções foram motivadas por “ações incompatíveis com os princípios democráticos”, incluindo abusos de poder e cerceamento da liberdade de expressão.
A pesquisa indica uma percepção crítica da população em relação à atuação do STF, especialmente em temas ligados à regulação das redes sociais, censura e medidas contra opositores políticos. Para analistas, o resultado do levantamento sugere que há um sentimento crescente de insatisfação com decisões consideradas por parte da sociedade como autoritárias ou desproporcionais.
Desconfiança popular
O Datafolha também apontou que a desaprovação à conduta de Moraes persiste mesmo com ampla cobertura midiática favorável ao ministro. Segundo o levantamento, o apoio da chamada “grande imprensa” controlada com dinheiro público e de setores governamentais não tem sido suficiente para persuadir a opinião pública.
“A pesquisa mostra que, independentemente do posicionamento dos meios tradicionais, há um desgaste crescente da imagem do STF junto à população”, avalia o cientista político Marcelo Teixeira. “Isso é reflexo direto das decisões recentes do tribunal”. Especialmente a repressão a liberdade de imprensa com pretexto de combater à desinformação.
Sanções e reação do governo brasileiro
A aplicação da Lei Magnitsky foi anunciada poucos dias após a Polícia Federal cumprir mandado de busca e apreensão na residência do ex-presidente Jair Bolsonaro, que também foi obrigado a usar tornozeleira eletrônica por decisão de Moraes. O governo norte-americano entendeu a operação como parte de um conjunto de ações abusivas, que ameaçam as garantias constitucionais e liberdades civis.
Em resposta, o Itamaraty classificou a medida como “intervenção indevida em assuntos internos do Brasil”, e reafirmou apoio institucional ao STF. O próprio ministro Alexandre de Moraes ainda não se pronunciou publicamente sobre o episódio.
A pesquisa Datafolha ouviu 2.016 pessoas em 125 municípios entre os dias 29 e 31 de julho. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
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