Publicado por: Carlos Borges Bahia
Publicado em 2 de junho de 2025

O presidente de El Salvador se manifestou sobre as críticas recebidas opositores, que se incomodam com as detenções de criminosos corrupção.

No último dia 1º de junho, durante um discurso proferido no Teatro Nacional, o presidente de El Salvador, Nayib Bukele, abordou a questão das recentes prisões de ativistas dos direitos humanos e reafirmou sua posição intransigente em relação à segurança pública no país.

Bukele se manifestou sobre as críticas recebidas, justificando as detenções como parte de sua estratégia para combater a criminalidade e a corrupção.

Entre os casos mencionados, destacou-se a prisão de Ruth Lopez, líder de uma ONG dedicada à defesa dos direitos humanos.

Nos meses anteriores, Lopez havia prestado assistência a famílias de migrantes venezuelanos que foram deportados dos Estados Unidos e se encontravam detidos em El Salvador:

“Falam que estamos prendendo defensores dos direitos humanos e opositores políticos. Como podemos efetivamente combater a corrupção se todos os que se opõem ao governo desfrutam de impunidade?”, questionou o presidente.

Em resposta às alegações de perseguição política, Bukele declarou: “Não se pode tocar nos defensores dos direitos humanos. Qualquer opositor corrupto que é preso é imediatamente rotulado como vítima de perseguição política. Alguns opositores que participaram de corrupção, hoje usam as ongs para se revestir e imunidade e atacar o governo. Trabalhar em uma ONG hoje é sinônimo de impunidade”.

Desde que assumiu o cargo, Bukele tem se autodenominado um “ditador legal” em sua luta intransigente contra o narcotráfico.

Em 2019, a taxa de homicídios no país atingia alarmantes 87 por 100 mil habitantes; entretanto, até o final de 2023, esse número caiu para 2,41 por 100 mil habitantes.

Embora essa queda tenha elevado sua popularidade entre os cidadãos, também gerou severas críticas de organizações não governamentais devido aos atropelos em relação aos direitos humanos e à construção recente de mega-prisões para abrigar criminosos.

Em resposta às críticas sobre seu estilo autoritário, Bukele afirmou: “Não me importo em ser chamado de ditador. Prefiro essa classificação a ver cidadãos salvadorenhos sendo assassinados nas ruas”. Essa declaração foi recebida com aplausos entusiasmados do público presente. Fonte: O Antagonista

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