Publicado por: Carlos Borges Bahia
Publicado em 30 de agosto de 2020

Neste domingo (30), a educação pública do Paraná faz memória de um acontecimento que marcou para sempre a história do estado. No dia 30 de agosto de 1988, a Praça Nossa Senhora de Salete, na capital, foi o palco da violência do governo de Álvaro Dias (PMDB).

A Policiais Militar avançaram com cavalos, cães e bombas contra professores grevistas, que brigavam por melhores salários, menos hora/aula, e planos de cargos e carreira. Foram muitas conquistas para a categoria da Rede Pública, que hoje chegam a ganhar mais que o dobro dos professores de Escolas Particulares.

Além do governo Álvaro Dias, também foi deflagrada greve no governo Jaime Lerner (PDT), e Beto Richa (PSDB) com a paralização histórica de 96 dias sem prejuízo para os salários dos professores. Porém, grande prejuízo para os alunos da rede pública, que sofrem com a péssima qualidade do ensino.

Segundo pesquisas do Ideb, índice que mede a qualidade da educação básica, o Brasil está entre os piores do mundo. Evidente que a culpa da péssima qualidade do ensino nas Redes Pública brasileira, não é dos professores, mas do sistema educacional, que foi degradado pelos políticos corruptos, que governaram o país nas ultimas decadas.

O Brasil não conseguiu registrar avanços significativos no desempenho dos estudantes em leitura, em matemática e em ciências no mais importante ranking mundial de educação.

No Brasil, 10.691 alunos de 638 escolas fizeram a prova em 2018. São 2.036.861 de estudantes, o que representa 65% da população brasileira que tinha 15 anos na data do exame;

Pisa 2018 – LEITURA – ranking mundial o Brasil está na 57ª posição

No Pisa 2018, 50% dos brasileiros não atingiram o nível 2 em leitura, ou seja, são incapazes de identificar a ideia geral de um texto, encontrar informações explícitas ou analisar a finalidade daquele material.

De acordo com o estudo, 43% dos jovens do Brasil não atingiram o nível mínimo em leitura, nem em matemática, nem em ciências.

Em ciências, a média brasileira foi de 404 pontos, deixando o Brasil em 66° lugar no ranking da disciplina. Já em matemática, a média dos alunos brasileiros foi de 384 pontos, enquanto a média dos países desenvolvidos é de 489 pontos. Essa foi a pior nota brasileira, que coloca o Brasil em 70° lugar no ranking de matemática, dentre 78 países, atrás dos vizinhos Chile (417), Peru (400) e Colômbia (391).

Indisciplina e faltas são razão para alerta

A edição mais recente da avaliação internacional trouxe ainda informações sobre o comportamento, o bem-estar e a satisfação dos jovens de 15 e 16 anos com a escola.

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