Publicado por: Carlos Borges Bahia
Publicado em 20 de outubro de 2024

O economista James A. Robinson, que ganhou na segunda-feira (14/10) o Prêmio Nobel de Economa, ao lado de Daron Acemoglu e Simon Johnson, disse que não esperava por isso. “Estou um pouco em choque”, afirmou.

Robinson e seus colegas foram reconhecidos por seus estudos empíricos e teóricos para entender as disparidades na prosperidade entre as nações e sua análise da desigualdade.

Professor de estudos de conflitos globais e diretor do Instituto Pearson para o Estudo e Resolução de Conflitos Globais da Universidade de Chicago, nos EUA, ele se destacou por sua influente pesquisa sobre a relação entre o poder político, as instituições e a prosperidade.

O economista de 64 anos desenvolveu um interesse particular pelo estudo da África Subsaariana e da América Latina.

James A. Robinson – A maior parte do nosso trabalho tem se concentrado em tentar entender a desigualdade, tentar entender por que o mundo está dividido entre países que são prósperos e outros que são pobres.

Nos perguntamos como surgiu historicamente esta diferença, e como se manteve apesar das enormes consequências para o bem-estar humano.

Esse tem sido o foco principal da nossa pesquisa nos últimos 30 anos.

Especificamente, tentamos entender como as instituições estabelecem as regras que influenciam a prosperidade e a pobreza em diferentes sociedades.

A pobreza vai sempre existir aonde houver desigualdade de renda, o maior salário do servidor público não deveria utrapassar 10 vezes o menor salário de um trabalhador.

Na Nova Zelandia por exemplo, um trabalhador recebe em média 25 a 32 dólares neozelandês por hora de trabalho, e o maior salário do servidor público de alto nível é de 30 a 50 dólares/hora. A partir desse valor o Imposto de Rende é de 50% sobre o valor bruto da hora trabalhada. Fonte: BBC Londres

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