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A relação entre Brasil e Venezuela está na corda bamba e pode complicar a qualquer momento, com a insistências de Nicolás Maduro em se manter no poder a qualquer custo. Pelo menos sete países da América Latina, condenaram a ditadura de Maduro. O Brasil é o único que ainda tenta manter o relacionamento com o ditador venezuelano.
A crise da Venezuela ficou abalada quando o governo de Nicolás Maduro decidiu expulsar as equipes diplomáticas de pelo menos sete países — incluindo a Argentina — após acusações de fraude nas eleições presidenciais.
Mas, no último final de semana, Maduro anunciou a decisão de retirara a autorização para o Brasil custodiara embaixada da Argentina na Venezuela.
Em resposta, o Ministério das Relações Exteriores brasileiro afirmou que informou à Venezuela que seguirá representando os interesses argentinos em Caracas até que seja designado um substituto.
O pedido pela Justiça venezuelana de prisão de Edmundo González Urrutia, candidato que concorreu pela oposição nas eleições, também agravou a crise entre as duas nações. González deixou o país e recebeu asilo da Espanha.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem recebido forte pressão externa e, a alternativa que lhe resta, é cobrar de Maduro as atas da eleições para estabelecer a credibilidade do processo. Lula não aceita a ideia de ter que romper as relações entre Brasil e Venezuela.
Na sexta-feira (6/9), antes do anúncio da decisão venezuelana sobre a representação diplomática, Lula reiterou que não pretendia romper as relações ou fazer bloqueio contra o governo de Maduro. Se a principal vítima é o povo o principal algoz é o ditador Maduro, que deveria ser banido do poder.
“Estamos em uma posição, Brasil e Colômbia, a gente não aceitou o resultado das eleições, mas não vou romper relações e também não concordo com a punição unilateral, o bloqueio. Porque o bloqueio não prejudica o Maduro, o bloqueio prejudica o povo e eu acho que o povo não deve ser vítima disso”, disse o presidente brasileiro em entrevista à rádio Difusora Goiânia na sexta. Fonte: BBC
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