Publicado por: Carlos Borges Bahia
Publicado em 13 de agosto de 2024

As associações ciganas do Paraná, que representam a etnia cigana considerada em situação de itinerância, ou não, passam a ter oportunidade de acesso a educação. A parceria com a Uninter vai facilitar a vida dos estudantes ciganos, que agora poderão participar dos cursos em qualquer polo do Brasil, sejam os trabalhadores itinerantes, os acampados, os artistas, os circenses e os parquistas.

Antes da parceria o povo encontrava dificuldade para concluir um curso superior tendo em vista o fato de estar sempre em mudanças territorial. Com a parceria, será possível avançar na educação e manter a tradicional cultura cigana.

“Não podemos mais deixar que a segregação e discriminação tragam consequências, pois é preciso respeitar o modo de ser e viver”, disse Claudio Iovanovitchi, presidente da Apreci.

“Embora a itinerância faça parte da etnia, avançamos e a educação vem para promover ocupação de espaço do próprio povo cigano e o direito fundamental, acima de tudo a dignidade humana”, completou Tatiane Iovanovitchi.

As associações agradecem ao Professor Wilson Picler, Chanceler da UNINTER, ao reitor Benhur Gaio, que abriram a porta da instituição para acolher e oportunizar a comunidade cigana.
“A Uninter tem por princípio educacional a responsabilidade social, e sempre abriu caminhos, espaços a todas as Etnias e outros segmentos. Só temos a agradecer pelo apoio e inserção. A parceria foi um importante marco histórico entre Confederação Brasileira Cigana, Associação de Preservação da Cultura Cigana do Paraná – APRECI e Coletivo de Mulheres do Brasil – COMCIB e Centro Universitário Internacional UNINTER”, concluiu Nardi Casanova.

Confederação Brasileira Cigana – CBC – Rogério Nicolau- Presidente
Nardi Casanova, Cigana Calin Secretária Executiva Nacional.

(fotos: Nardi Casanova, Tatiane Iovanovitchi, Presidente do Coletivo das Mulheres Ciganas e Claudio Iovanovitchi, Presidente da Associação).

Veja Também