Publicado por: Carlos Borges Bahia
Publicado em 19 de julho de 2024

Vacinação contribui para reforçar a resposta imunológica no momento de um possível contato com esse agente

O câncer na região oral está entre os mais frequentes de cabeça e pescoço, cuja previsão para este ano é de 39.550 novos casos, de acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca). Este tipo de neoplasia pode ser tratada, mas precisa ser detectada precocemente, sendo um dos principais alertas da campanha Julho Verde.

O vírus HPV (Papiloma Vírus Humano) é um dos principais fatores que levam ao desenvolvimento do tumor. “A probabilidade chega a ser seis vezes maior do que em pessoas sem infecção pelo vírus na região oral, podendo ser mais elevada nos subtipos de alto risco”, ressalta o cirurgião oncológico da Oncoclínicas Curitiba, Dr. Adriano Boareto.

Por isso, a vacina contra o HPV contribui para modular a resposta imunológica no momento de um possível contato com o vírus, auxiliando na prevenção do tumor. Um estudo apresentado no encontro anual da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (Asco), realizado em junho em Chicago (EUA), reforçou a importância da vacinação.

O trabalho mostrou que a vacina pode ser eficaz em outras neoplasias provocadas pelo vírus. Os dados revelam que, principalmente nos homens, o imunizante também é eficiente na prevenção do câncer de cabeça e pescoço. O estudo analisou indicadores de aproximadamente 5,5 milhões de pessoas, sendo que cerca de 950 mil tinham recebido a vacina do HPV entre 2006 e 2008. Os homens vacinados apresentaram um risco 56% menor de câncer de cabeça e pescoço.

No Brasil, a vacina tetravalente contra o HPV está disponível gratuitamente para meninas e meninos  na faixa de nove a 14 anos, e para adultos imunossuprimidos até 45 anos. O imunizante protege contra os tipos 6, 11, 16 e 18 do vírus, os principais causadores do câncer do colo do útero.

Atenção aos sinais

Os homens costumam ser os mais afetados pelo câncer na região oral e os principais sinais que merecem atenção são feridas na boca ou garganta que não cicatrizam em poucos dias; aumento de gânglios no pescoço; dor; sensação de corpo estranho na garganta; dificuldade de deglutir ou mastigar; mau hálito; dor na língua; entre outros indícios. Ao notar algum sintoma, a recomendação é procurar um médico.

 “Como a infecção pelo HPV é causada por contato sexual, o uso de preservativos, mesmo nas relações orais, vai ajudar a conter a contaminação”, recomenda Dr. Adriano Boareto. O tabagismo e o etilismo também estão entre as principais condições para o surgimento destes tumores.

Prevenção e tratamento

Como forma de prevenção, as orientações são ter uma alimentação saudável, praticar atividade física regularmente, manter a higiene bucal em dia, evitar o consumo excessivo de bebidas alcoólicas, usar protetor solar e abandonar o fumo. A Sociedade Brasileira de Cirurgia de Cabeça e Pescoço alerta que parar de fumar, inclusive, é a melhor maneira de evitar a maioria dos cânceres de boca, faringe e laringe.

Em relação ao tratamento, dependendo do estágio em que a doença é detectada, a conduta indicada pode incluir cirurgia, radioterapia, quimioterapia ou  a combinação de terapias. Com a terapêutica adequada, as chances de controle da neoplasia na região oral são de até 80%.

Com tecnologia, medicina de precisão e genômica, a Oncoclínicas traz resultados efetivos e acesso ao tratamento oncológico, realizando aproximadamente 635 mil tratamentos nos últimos 12 meses.

É parceira exclusiva no Brasil do Dana-Farber Cancer Institute, afiliado à Faculdade de Medicina de Harvard, um dos mais reconhecidos centros de pesquisa e tratamento de câncer no mundo.

Possui a Boston Lighthouse Innovation, empresa especializada em bioinformática, sediada em Cambridge, Estados Unidos, e participação societária na MedSir, empresa espanhola dedicada ao desenvolvimento e gestão de ensaios clínicos para pesquisas independentes sobre o câncer.

A companhia também desenvolve projetos em colaboração com o Weizmann Institute of Science, em Israel, uma das mais prestigiadas instituições multidisciplinares de ciência e de pesquisa do mundo, tendo Bruno Ferrari, fundador e CEO da Oncoclínicas, como membro de seu board internacional. Além disso, a Oncoclínicas passou a integrar a carteira do IDIVERSA, índice recém-lançado pela B3, a bolsa de valores do Brasil, que destaca o desempenho de empresas comprometidas com a diversidade de gênero e raça.

Para obter mais informações, visite: http://www.grupooncoclinicas.com

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