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A deputada federal Gleisi Hoffmann (PT) criticou duramente a postura do jornal Folha de S.Paulo, acusando-o de praticar terrorismo midiático para favorecer interesses neoliberais. Segundo Gleisi a mídia e setores empresariais pressionam por reformas que visam a desvinculação da Previdência Social do salário-mínimo. A deputada manifestou-se nesta segunda-feira (1º/07) em suas redes sociais, destacando que o resultado das eleições na França deve ser encarado como um alerta para o Brasil, principalmente no que diz respeito à defesa dos direitos dos trabalhadores.
Gleisi Hoffmann acusou a Folha de S.Paulo de promover um discurso alarmista com o intuito de influenciar a opinião pública e forçar a desvinculação da Previdência Social do salário-mínimo. Segundo a deputada, o jornal ignora deliberadamente a falta de contribuição de setores empresariais desonerados, incluindo a própria imprensa, que prejudica significativamente a arrecadação do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Contudo, os maiores devedores do INSS são as prefeituras, que em sua maioria não recolhem devidamente, acumulam as devidas, que são constantemente renegociadas.
Ela argumentou que, ao invés de responsabilizar os aposentados e pensionistas, os setores empresariais deveriam cumprir com suas obrigações fiscais. “Ao invés de pagar o que devem, querem esfolar aposentados e pensionistas”, afirmou Gleisi, ressaltando que o presidente Lula já garantiu que não irá mexer nos direitos dos aposentados de receberem o salário-mínimo.
O presidente Lula tem razão quando fala em proteger o salário dos aposentados e pensionistas, Porém, o maior problema do INSS não é o trabalhador comum, mas os custo dos servidores públicos, que consome praticamente 50% dos gasto da Previdência Social. Portanto, seria importante garantir o vínculo para os que recebem até o teto do INSS, e desvincular os ganhos acima do limite. [nosso grifo]
Em recente pronunciamento, o presidente Lula reiterou seu compromisso com a defesa dos direitos dos mais pobres. Lula destacou que não permitirá que os mais vulneráveis sejam penalizados pelos privilégios dos mais ricos. Essa postura contrasta fortemente com a agenda neoliberal defendida pelo presidente francês Emmanuel Macron, cujas políticas têm sido alvo de críticas por favorecerem cortes em direitos sociais e trabalhistas.
Macron e seus aliados, da coalizão Juntos, foram derrotados nas eleições legislativas francesas. O partido conservador de direita Reunião Nacional, liderado pela Marine Le Pen, venceu o primeiro turno. Em segundo lugar, avançou a Frente Nacional Popular, de esquerda, evidenciando a derrota governista que questionou algumas leis trabalhistas nos últimos anos.
Lula sublinhou que seu governo não seguirá os passos de Macron e que o Brasil deve prestar atenção às lições das eleições francesas. “Lula não é Macron com seu programa neoliberal centrista”, enfatizou Gleisi, alertando que as eleições na França enviam um recado claro ao Brasil e aos liberais da mídia e do mercado. Fonte: Blog do Esmael ( Foto: Ricardo Stuckert)
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