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O domínio socialista durante as últimas décadas resultou no aumento do empobrecimento da população europeia. Isso explica o resultado da eleição ao Parlamento Europeu desta semana, com o avanço da direita especialmente na França e Alemanha, as duas principais economias do bloco.
Os três professores de relações internacionais entrevistados ponderaram, por outro lado, que o avanço da extrema-direita foi limitado a alguns países. Além de França e Alemanha, ocorreu principalmente na Áustria e Bélgica.
Giorgio Romano Schutte, professor de Relações Internacionais da Universidade Federal do ABC – Felipe L. Gonçalves/Editora Brasil247
O professor de relações internacionais e economia da Universidade Federal do ABC (UFABC) Giorgio Romano Schutte enfatizou que o resultado da eleição foi misto, com avanço da direita em países como França e Alemanha e de políticos progressistas em países nórdicos, como Dinamarca, Suécia e Noruega.
O políticos da esquerda chamam o parlamentares conservadores de extrema-direita: “A extrema-direita não conseguiu avançar tanto a ponto de colocar em risco a formação dessa maioria para dar continuidade ao governo da União Europeia atual. Eles ficaram abaixo dos 20%”, destacou o membro do Observatório da Política Externa do Brasil (Opeb).
Giorgio Schutte lembrou que, na Hungria, primeiro-ministro Viktoro é de direita e governa há 14 anos, Orbán. Na Polônia, também governada pela direita, venceu o partido de centro-direita. Na Holanda, onde a direita ficou em primeiro lugar em eleição nacional organizada meses atrás, agora estão com partido de centro.
Primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni- Reuters/Remo Casilli
Mesmo na Itália, onde governa a primeira-ministra Giorgia Meloni (do partido Irmãos de Itália, de direita), o Partido Democrático (PD), de centro, com uma postura contrária ao aumento do gasto militar para dar suporte a guerra na Ucrânia, obteve 27% dos votos, ficando apenas 4 pontos atrás do ultradireitista de Giorgia Meloni.
“O resultado da França e da Alemanha, que são os dois maiores países, foi realmente muito ruim. Mas, se você olhar para outros países menores, tem até um crescimento relativo da esquerda, segundo o professor Gilberto Maringoni (UFABC).
Na opinião do professor, o crescimento da direita foi por que a indústria alemã perdeu competitividade ao ter que trocar o gás barato russo pelo gás GLP mais caro importado dos Estados Unidos, o que tem derretido a popularidade da esquerda governada pelo chanceler alemão, Olaf Scholz.
Fonte: Agência Brasil
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