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Os deputados do Partido dos Trabalhadores, foram unanimes em suas posições contra o projeto Escola Parceira, por acreditarem que a terceirização das escolas poderá reduzir a arrecadação do fundo previdenciário e que isso poderá também enfraquecer o sindicato, que é hoje uma expressiva força de coesão política da esquerda.
O governo do Paraná, se vale de experiências positivas para propor o projeto de terceirização de algumas escolas da rede pública. Não se trata de terceirizar a educação, mas colocar a gestão da escola nas mãos de quem tem competência para administrar.
Foram selecionadas 200 escolas com baixa aprovação no Ideb, índice que mede o desenvolvimento da educação básica. O objetivo é melhor a qualidade de ensino nessas escolas da rede estadual que estão com baixo aproveitamento escolar. Com o novo sistema, o professor somente poderá ensinar conteúdos didáticos, que estão dentro do planejamento da grade escolar.
Na opinião do Renato Feitas (PT) o novo sistema de terceirização da educação coloca o professor dentro do ‘quadrado’ tira dele a liberdade de ensinar. Segundo o deputado a justificativa ser contra a terceirização, é o fato de que o professor se sente oprimido, por não poder passar outros conhecimentos que adquiriu na vida acadêmica.
A direção da APP, sindicato dos professores, alega que com a terceirização a previdência vai perder arrecadação e poderá comprometer futuramente a aposentadoria dos professores da rede pública, que em geral é superior dos aposentados da rede privada.
Na verdade, há um certo controle político sobre a classe dos professores, que sempre foram usada como formadores de opiniões ideológicas dentro das comunidades. Com a terceirização, assim como também a implantação das escolas Cívico-Militares, o sindicato dos professores perde o domínio político.
Por outro lado, há muitos pais e alunos que reclamam de professores, que usam o poder de cátedra, para ensinar e até impor suas ideologias doutrinárias.
Quando o professor em sala de aula, coloca sua ideologia e usa de sua autoridade para impor a sua verdade, como absoluta, constrange o aluno e contrariar seus princípios e valores, afetar o seu relacionamento psicossocial, e pode até comprometer o seu desenvolvimento escolar.
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