O ministro Cristiano Zanin (foto), do Supremo Tribunal Federal (STF), enviou neste sábado (5) um ofício ao Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) pedindo responsabilização dos envolvidos na exposição de seus dados fiscais e bancários,...
Uma queixa foi registrada na quarta-feira à noite por estudantes judeus contra a Harvard University, acusando-a de permitir que seu campus se tornasse um “bastião” de antisemitismo desenfreado. De acordo com a ação, os alunos alegam que a instituição de 388 anos de prestígio violou uma lei federal de direitos civis que proíbe a discriminação, afirma Reuters.
Reclamações de discriminação e violência
Os estudantes acusaram a universidade de aplicar “seletivamente” suas políticas de antidiscriminação para evitar a proteção dos estudantes judeus contra assédio. Eles afirmam que a instituição ignorou seus pedidos de proteção e contratou professores que apoiam a violência anti-judaica e divulgam propaganda antissemita.
“Com base em seu histórico, é inconcebível que Harvard permita que qualquer grupo, além dos judeus, seja alvo de abuso semelhante ou que permita, sem resposta, que alunos e professores peçam o aniquilamento de qualquer país além de Israel“, disse a queixa.
Casos semelhantes em outras instituições
As instituições acadêmicas ao redor do mundo têm sido abaladas por disputas sobre liberdade de expressão e o direito de protestar desde que a guerra entre Israel e Hamas eclodiu em Gaza. Escolas como a Universidade de Nova York e a Universidade da Califórnia, Berkeley, também enfrentam ações judiciais semelhantes.
As alegações continuam
Os autores da ação contra Harvard incluem Alexander Kestenbaum, candidato a um mestrado na Harvard Divinity School, e cinco alunos não identificados da Faculdade de Direito e Escola de Saúde Pública de Harvard, além da organização sem fins lucrativos Estudantes Contra o Antissemitismo.
Eles afirmam que não é defesa para Harvard ficar inerte e permitir um “Jew-bashing” escalonado por causa da suposta necessidade de permitir que as pessoas se expressem livremente. Eles também alegam que o preconceito de Harvard se estende às admissões, incluindo uma suposta queda de 60% no número de estudantes judeus, espelhando as cotas que a escola tinha há um século.
A resposta de Harvard
Harvard não respondeu imediatamente aos pedidos de comentários nesta quinta-feira. Mais de 30 grupos de estudantes de Harvard assinaram uma petição no dia após o ataque do Hamas responsabilizando Israel. De acordo com a queixa, a escola levou um dia para responder, oferecendo “platitudes”, mas nem a condenação da petição nem o apoio aos estudantes judeus.
“Harvard, a principal universidade da América, tornou-se um bastião de ódio e assédio anti-judeus desenfreados”, disse a queixa.
A queixa registrada na corte federal de Boston exige a suspensão ou expulsão de estudantes que se envolvam em atos antissemitas, e a devolução de doações condicionadas à contratação de professores antissemitas ou à promoção de um currículo antissemita. Os alunos também estão buscando indenizações compensatórias e punitivas não especificadas.
Fonte: O Antagonista
Veja Também
Feriadão em Curitiba? Veja as sugestões de passeio para aproveitar os dias de folga
De festival coreano a cinema com ingresso barato, o que não faltam são opções para curtir o feriado prolongado na cidade Moradores e turistas que escolheram Curitiba para passar o feriado prolongado contam com opções...
GARANTIA CONSTITUCIONAL: Fachin diz que gravidade dos fatos não autoriza atalhos
O que pode colocar em risco a democracia: as denúncias dos ilícitos cometido pelas autoridades ou a corrupção mantida em sigílo? O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, garantiu, nesta sexta-feira (4), em...