Publicado por: Carlos Borges Bahia
Publicado em 24 de abril de 2020

Ministro anuncia saída da pasta da Justiça após demissão do diretor-geral da Polícia Federal, que era sua pessoa de confiança. .

“Agora, vou descansar um pouco, depois vou procurar um emprego, porque não enriqueci como juiz nem como ministro”, finalizou Moro.

O ministro da Justiça, Sergio Moro, entregou o cargo ao governo Bolsonaro. Moro fez um pronunciamento sereno, falou sobre a sua missão como juiz e o desafio de aceitar o Ministério da Justiça. Moro na entrevista coletiva com a imprensa fez uma rápida retrospectiva e avaliação de seu trabalho na frente do ministério.  Falou sobre o combate a corrupção e narcotráfico, redução da criminalidade. Defendeu a autonomia do seu trabalho, sua carreira na magistratura e criticará a saída de Maurício Valeixo do comando da Polícia Federal. Em seu discurso Moro dirá que “acima de tudo tenho que preservar a autonomia da Polícia Federal.

Segundo Moro, o presidente disse que preferia um delegado mais próximo, que pudesse lhe manter mais informado sobre os acontecimentos dentro e fora da instituição. Moro defende a ideia que o papel da PF não é assessorar o presidente, mas fazer aquilo que está determinado no estatuto da corporação.

Moro, disse enfim, que como ministro teria o dever de proteger a instituição da Policia Federal, a liberdade e isenção. Quanto ao futuro, disse que agradece o presidente pela oportunidade, mas no momento vai limpar sua gaveta, e entregar sua carta de exoneração ao presidente Bolsonaro.

Disse ainda que espera que após a sua saída, seja feita escolha técnica, sem interferência pessoal, alguém que possa fazer um trabalho autônomo e independente, que não venha fazer trocas de delegados por conveniências pessoais. “Agora, vou descansar um pouco, depois vou procurar um emprego, porque não enriqueci como juiz nem como ministro”, finalizou Moro.

Verdade é que Sérgio Moro, é um magistrado de carreira, com ilibada vida pública, notável em suas atividades, e sempre preservou a honra e dignidade, já mais vai compatibilizar com atos constrangedor ou  relações impróprias.

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