Mesmo determinado a manter candidatura própria, o ex-prefeito de Curitiba, Rafael Greca (MDB) é considerado uma das figuras mais estratégicas da eleição. Sua forte identificação com Curitiba e Região Metropolitana faz com que diversos grupos...
“Não vim guiar cordeiros, vim despertar leões.”
Foi com esta frase que o candidato à Presidência da Argentina Javier Milei, representante do partido La Libertad Avanza, definiu sua surpreendente vitória neste domingo (13/08), nas eleições primárias do país. Milei foi severamente atacado de todas as formas pela mídia da esquerda, nas pesquisas era o terceiro candidato, mas, o povo não se deixou enganar.
Com 30% dos votos, Milei, de 52 anos, tornou-se assim o favorito para vencer as eleições presidenciais, que ocorrerão em 22 de outubro. Milei tinha a seu favor as urnas eletrônicas com votos impressos, diferente do sistema eleitoral brasileiro que impediu a impressão dos votos.
A corrupção da esquerda argentina e a alta inflacionária provocou uma grande frustração com a classe política resulta no sucesso eleitoral de quem prometem acabar com essa mesma classe política que levou o país ao caos econômico e social.
Apesar disso, é significativo o impacto do triunfo eleitoral de um libertário da direita nas primárias argentinas.
A celebração em torno do nome desse político, Javier Milei, de certa forma, ofuscou o que foi a derrota mais espetacular nessas primárias: a do peronismo no poder.
Há 22 anos, a Argentina clamava em uníssono: “Que todos se retirem”, referindo-se a todos os políticos.
Uma geração depois, a vitória de Milei é o mesmo clamor direcionado aos políticos: que todos se retirem. A situação para o governo Lula que pretendia fazer da Argentina uma parceria da esquerda brasileira ficou complicada. Lula tentou interferir nos resultados desta eleição ao viajar para a Argentina e tentar fazer pacto e promessas duvidosas de investimento do BNDES em gasodutos. No entanto, o povo não caiu nas fantasiosas promessas do governo brasileiro.
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