Publicado por: Carlos Borges Bahia
Publicado em 9 de agosto de 2023

Marina começou a carreira aos 11 anos, jogando nos campinhos de terra de Iretama, na região central do Paraná. Aos 14 anos, ela começou a sua profissionalização no futebol, indo jogar em Campo Mourão numa escolinha com 150 meninos e nenhuma menina. Foi por incentivo de seus pais José Aggio e Luiza Toscano, que Marina entrou na escola de futebol, o pai dela soube de uma nova escolinha de futebol, que ficava em Campo Mourão e que era do craque Zico, foi quando ele decidiu investir no talento da filha. Eles não mediram esforços e ela se deslocava 60 quilômetros entre Iretama e Campo Mourão, neste início de carreira e em busca da realização de um sonho – jogar futebol profissionalmente.

Marina na Seleção Brasileira, venceu o Campeonato Sulamericano em 2010

Marina conta que o apoio dos seus pais e o amor de pai, principalmente, a levou a ser jogadora de futebol e a alcançar o seu sonho. “Desde pequena eu acompanhava os jogos de futebol com o meu pai e me interessei em jogar. Sabia jogar e tinha habilidade e o meu pai, que era agricultor de uma família de origem italiana, passou por cima de qualquer preconceito e me dizia: ‘você vai ser alguém e ir atrás dos seus objetivos’. Isso na década de 90, uma época em que muitas famílias, tinham o conceito das filhas se casarem, como um sonho e algo ideal”, comentou ela.   

Com esse incentivo da família, a menina não parou mais. Foi indicada para jogar em um time de Londrina, onde aos 17 anos, foi descoberta por olheiros dos Palmeiras que a levaram para jogar em São Paulo, no clube Juventus da Moca, em que jogou por 4 anos. Em seguida, voltou ao Paraná, para jogar no Foz do Iguaçu Futebol Clube.  Depois disso, já teve a primeira convocação para a seleção brasileira de futebol.  

Marina foi campeã em times do Paraná, Minas Gerais, São Paulo, disputando títulos no Brasileirão, na Copa do Brasil, na Itália, Suécia e chegou até a Seleção Brasileira, onde também foi campeã, totalizando 15 títulos em sua carreira. Pela Seleção Brasileira, Marina venceu o Campeonato Sulamericano em 2010 e também já atuou como árbitra da Federação Paranaense de Futebol Feminino e da Confederação Brasileira de Futebol Feminino.  
Ela parou de jogar aos 33 anos, em 2014, quando tinha conquistado a tríplice coroa, formada por títulos no Brasileirão, Copa do Brasil e campeonato Paulista.  
 
Mas ao sair dos campos, Marina não deixou o futebol e se formou em Educação Física, através das oportunidades que o esporte lhe dava, aproveitando as chances com as bolsas de graduação que eram oferecidas nas equipes de futebol. Entre um jogo e outro, ela aproveitava para estudar e foi assim, que se tornou professora de Educação Física, depois fez a especialização em docência no ensino superior e buscou com recursos próprios, o mestrado profissional em processo de ensino, gestão e inovação, tendo como tema o olhar feminino sobre o futebol feminino. 

Atualmente, Marina é tutora no curso de Educação Física da Uninter, atuando nos 19 cursos da área desportiva da instituição. Também é gestora de esportes e lazer do município de Iretama.  

Os títulos de Marina 

Campeonato Brasileiro (2014) 

Copa do Brasil (2011 e 2014) 

Campeonato Paranaense (4 títulos, sendo 2008, 2009, 2010 e 2011) 

Campeonato Mineiro (2002) 

Campeã Paulista de Society (2002) 

Campeonato Paulista (2013, segundo semestre.) 

Campeonato Sueco Série B (2007) 

Vice-campeonato Italiano (2012) 

Vice-campeonato da Copa Itália (2012/2013, primeiro semestre) 

Campeonato Sulamericano (2010) 

Vice-campeonato Torneio Internacional Cidade de São Paulo (2011) 

A ex-zagueira Marina Toscano Aggio de Ponte jogou na seleção brasileira de futebol feminino, tendo 29 passagens pela seleção, jogando ao lado de grandes atletas como Marta, Formiga e Debinha.  Marina vai estar em Curitiba, na próxima sexta-feira (11/08) e pode dar entrevista na sede da Uninter Garcez.

Informações: Valquiria Machiori (nqm)

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