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Agenda do presidente venezuelano justificou que o cancelamento foi por recomendação médica
O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, com medo de enfrentar protestos e possível prisão, desmarcou a ida a Belém (PA), onde participaria da Cúpula da Amazônia, encontro de chefes de Estado organizada com o objetivo de discutir políticas públicas sustentáveis para a Amazônia.

O presidente Maduro usou como prestexto uma suposta otite: “Por recomendação médica, em decorrência de uma otite média que tenho, fui obrigado a suspender minha agenda pública”, tuitou Maduro.
O governo brasileiro já havia deixado de fora da Cúpula a participação dos EUA, como uma forma de evitar confronto.
A expectativa é de que o país vizinho seja representado pela vice-presidente Delcy Rodríguez e pelo ministro das Relações Exteriores, Yván Gil, que já se encontra em solo brasileiro.
A cúpula reúne os países signatários da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA), entidade intergovernamental formada pelos oito países amazônicos. O grupo foi instituído a partir da assinatura do Tratado de Cooperação Amazônica, em 1978.
Com o cancelamento da viagem de Maduro, três países optaram por enviar representantes, em vez de chefes de Estado. Por questões internas, Suriname e Equador já haviam feito o mesmo.
Além do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, participarão da Cúpula da Amazônia os presidentes da Bolívia, Luis Arce; da Colômbia, Gustavo Petro; da Guiana, o primeiro-ministro Mark Anthony Phillips; e do Peru, Dina Boluarte.
Fonte: Agência Brasil – Edição: Graça Adjuto
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