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O Ministério da Defesa da Rússia disse, nesta quarta-feira (19), que passará a considerar todos os navios indo em direção a portos ucranianos no Mar Negro como potenciais transportadores de cargas militares.
A mudança, após o fim do acordo de grãos do Mar Negro, deve começar a partir da meia-noite de quinta-feira (20), no horário de Moscou (18h no horário de Brasília).
Em um comunicado publicado no aplicativo de mensagens Telegram, o ministro disse que passa a declarar as partes sudeste e noroeste das águas internacionais do Mar Negro como inseguras para navegação.
Os países donos dos navios que estiverem viajando para portos ucranianos passarão a ser considerados como aliados do lado ucraniano no conflito.
O acordo foi negociado pela ONU e pela Turquia em julho passado. Ele havia sido prorrogado várias vezes, mas expirou na segunda.
A Rússia vinha dizendo há meses que as condições para sua extensão não haviam sido cumpridas.
“Na verdade, os acordos do Mar Negro deixaram de ser válidos hoje”, disse o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, a repórteres. “Infelizmente, a parte desses acordos do Mar Negro em relação à Rússia não foi implementada até agora, então seu efeito foi encerrado.”
Moscou reclama há muito tempo que persistem obstáculos às suas exportações de grãos e fertilizantes, embora não tenham sido sancionados diretamente pelo Ocidente, e apresentou uma série de exigências que disse não terem sido atendidas.
Ataque ao porto de Odessa
Nesta quarta-feira (19), a Ucrânia acusou a Rússia de danificar a infraestrutura de exportação de grãos com ataques noturnos de mísseis no porto de Odessa, após o fim do acordo de exportação.
“Os terroristas russos atacaram deliberadamente a infraestrutura do negócio de grãos”, disse o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, no aplicativo de mensagens Telegram. “Todo míssil russo é um ataque não apenas à Ucrânia, mas a todos no mundo que desejam uma vida normal e segura.”
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