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Um estudo em grande escala apontou que recomendações como distanciamento social e restrições severas de movimentação de pessoas têm sido essenciais para frear a propagação do novo coronavírus e já salvaram milhares de vidas em toda a Europa.
Pesquisadores da instituição britânica Imperial College Londres estudaram as medidas tomadas por 11 países europeus e concluíram que “juntas, elas tiveram um impacto substancial na transmissão”. A estimativa é “que as restrições nesses locais evitaram 59 mil mortes até o dia 31 de março”.
Os pesquisadores da instituição estimam que, na Itália, foram salvas 38 mil vidas e, na Espanha, 16 mil, em comparação com uma situação na qual não foram implementadas medidas restritivas.
No caso da Itália, dizem que “apesar da crescente pressão sobre os sistemas de saúde, as intervenções evitaram uma catástrofe de atendimento médico”.
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Os pesquisadores lançaram advertências contra as restrições leves, argumentando que “mais mortes serão evitadas se garantirem restrições severas até que a transmissão caia a níveis mínimos”.
O grupo de pesquisadores da Imperial College Londres acredita que a quantidade de casos confirmados de COVID-19 provavelmente é muito menor do que a taxa geral de infecção. “Estimamos que houve mais infecções do que as reportadas atualmente”, afirmaram eles, “em razão do foco em evidências nas proximidades de hospitais, e não na comunidade”.
Na Itália, os resultados sugerem que 5,9 milhões de pessoas foram infectadas até 28 de março, o que corresponde a 9,8% da população. Na Espanha, estima-se que 15% das pessoas contraíram a doença.
O estudo adverte ainda que “muitas intervenções só aconteceram recentemente, e os efeitos delas ainda não foram analisados completamente em função do atraso entre a infecção e o óbito”.
Na Alemanha, por exemplo, estima-se que há uma das “taxas de ataque” mais baixas: 0,7%, com 600 mil pessoas infectadas. Mas o país está hoje em uma etapa anterior da propagação do vírus do que a Espanha ou a Itália.
Nos 11 países estudados, os pesquisadores acreditam que a taxa média de “ataque” ou infecção é de 4,9%, o que, segundo eles, indica “que as populações na Europa não estão perto da imunidade coletiva”.
Mas eles deixam uma mensagem de esperança na conclusão dos estudos: “Não podemos dizer, com certeza, que as medidas atuais têm controlado a epidemia na Europa. Mas, se a tendência atual continuar, há motivos para otimismo”.
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