Publicado por: Carlos Borges Bahia
Publicado em 29 de janeiro de 2023

Ex-governador do Paraná, Roberto Requião, é cogitado para assumir Ministério do Mercosul

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), empossado há quase um mês, está enfrentando desafios internos no Brasil, pois visa consolidar sua liderança na América Latina e fortalecer sua influência geopolítica global.

Lula e Requião no comício em Curitiba

O ex-senador Roberto Requião, pela sua experiência como governador do Paraná, um estado que mantém laços fortes com os paises do Mercosul poderá ser a peça chave para o governo na liderança..

Lula em seu discurso na Argentina prometeu financiamento de obras em paises da América Latina, com recursos financeiro do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). A declaração foi considerado como uma estratégia para aproximar os países vizinhos, e garantir apoio ao seu governo, diante da instabilidade política do Brasil.

A proposta de emprestar dinheiro do BNDES para países em crise, recebeu muitas críticas dos parlamentares. O Banco tem por finalidade financiar empresas nacionais para o desenvolvimento economico e social dentro do Brasil.

Entre outros críticos, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), foi muito contundente e chamou a proposta de “fuga de dinheiro para canalhas”.

A diretoria do BNDES respondeu as críticas, e explicou que a instituição não tem planos para financiar obras no exterior, mas que toda a parceria é uma via de mão dupla e poderá alavancar a exportação de bens e produtos para os países vizinho.

“O Brasil vai financiar empresas brasileiras para elas voltarem a exportar bens e serviços de engenheria, gerando empregos qualificados para os brasileiros”, explicou a deputada federal Gleisi Hoffmann, presidente nacional do PT. “É sobre isso a fala do presidente Lula na Argentina. Ou vamos ficar passivos enquanto a China avança no mercado internacional?!”, completou a dirigente petista.

A viagem de Lula à Argentina e ao Uruguai mostrou a prioridade do Mercosul e sinaliza aos vizinhos, apesar da impopularidade, consolidar sua posição como líder.

Lula em sua viagem falou sobre as reatar as relações com os governos de Cuba e da Venezuela, e reabrir a embaixada brasileira em Caracas. No discurso ele elogiou a economia precária da Argentina, que sofre com alta taxa de inflação. Também anunciou estudos para uma moeda comum para o Mercosul, fato que foi alvo de contestações de parlamentares argentinos e brasileiros.

Uruguai ameaça sair do Mercosul

O presidente do Uruguai Luis Lacalle Pou, fez duras críticas aos países que não respeita a liberdade de expressão e oprime o povo com prisões e ameaças. As relações ficaram extremecidas com as declarações do presidente do Uruguai, que prefere um acordo livre comércio para cada país decidir.

O Uruguai quer fazer acordos de livre comércio de modo individual, enquanto o Brasil acredita que isso é egoísta. Por exemplo as relações comerciais com a China, diferente da proposta de Lula, que defende a ideia de fortalecer o Mercosul e com um bloco coeso com maior poder de negociação.

O Uruguai está fazendo um aceno ao mundo para mostrar que não quer depender de economias que estão em crise na região.

O país tem uma economia e política estáveis, com mais de dois terços da população sendo da classe média, e tem um dos maiores PIBs per capita do planeta.

A pandemia ainda não teve seu impacto completamente mensurado e o Uruguai teme que isso possa afetar a sua economia.

Além disso, o presidente Luis Lacalle Pou não pode concorrer à reeleição, o que complica a tarefa de ele fazer um sucessor para evitar que o poder caia de volta nas mãos da Frente Ampla.

Requião pode ser o ministro do Mercosul no governo Lula

Roberto Requião (PT), ex-governador do Paraná e ex-senador da República, pode se tornar o 38º ministro do governo do presidente Lula. Ele está sendo cogitado para o Ministério do Mercosul, que ainda será criado pelo Palácio do Planalto se prevalecer a ideia de Requião para a pasta.

O Mercosul (Mercado Comum do Sul) é uma organização regional intergovernamental fundada a partir do Tratado de Assunção em 26 de março de 1991, inicialmente formada por Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai, e posteriormente admitiu Venezuela, Chile e Bolívia como membros associados.

Fonte: Blog do Esmael

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