Publicado por: Carlos Borges Bahia
Publicado em 12 de janeiro de 2023

O filosofo e jurista francês, Michel Foucault, no seu livro Vigiar e Punir, defendia a ideia de tolerância zero para o crime. Segundo Foucault, se o indivíduo fosse punido exemplarmente no pequeno crime, dificilmente cometeria outros. A tolerância aos pequenos crimes banaliza a lei e a criminalidade cresce. “A disciplina, que nada mais é do que um meio de dominação que tem como objetivo domesticar o comportamento humano”.

Nas últimas décadas a criminalidade no Brasil aumentou na proporção direta em que as leis afrouxaram para a bandidagem. São crimes de todas as espécies e gravidades, que vão de simples roubo de celulares, assalto a mão-armada, latrocínios, explosão de bancos com armamentos de guerra, narcotráficos e até os grandes rombos dos cofres públicos promovido por políticos e parceiros empresários, que arruinaram as empresas públicas.

Há no Congresso Nacional projetos de lei para tornar transformar em crime de terrorismo, certo tipo de atos violentos como por exemplo: roubo à banco com usos de explosivo e armas de guerra, e também considerar a corrupção em crime hediondo. No entanto, a bancada da esquerda nunca votou favorável a votação destes projetos que poderiam inibir a criminalidade e a corrupção.

Quando houve invasão, depredação do patrimônio público, incêndio e ataque aos policiais na Esplanada dos Ministérios em 2007, o então presidente Lula não pediu intervenção do Agnelo Queiroz porque era de seu próprio e nem mesmo pediu para prender e identificar os vândalos que hoje ele chama de “terroristas’, muito menos pediu para que os delinquentes fossem julgados com todo o rigor da lei.

Na ocasião da invasão e depredação do patrimônio público no Ministério da Agricultura, pelo MST, movimento ligado ao Partido dos Trabalhadores em 2014 a presidente Dilma Rousseff (PT) não pediu intervenção no Distrito Federal, porque o governador era Rodrigo Rollemberg (PSB) partido aleado.

Em 2017 durante o governo Michel Temer (MDB) outro episódio de destruição tomou conta de Brasília, onde a polícia registrou depredações em prédios de 14 ministérios: Educação, Desenvolvimento, Esporte, Cultura, Meio Ambiente, Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Integração Social, Ciência, Tecnologia e Inovação, Comunicações, Transportes, Indústria, Comércio Exterior e Serviços e Aeronáutica.

A sede do MEC (Ministério da Educação) foi um dos prédios mais atingidos –um grupo de ‘manifestantes’ [fizeram o mesmo crime dos manifestantes do dia 08 de janeiro, mas, não foram tratados de TERRORISTAS] entrou no prédio e destruiu dependências do térreo e dos primeiro e segundo andares. Estudantes com bandeiras do PT e camisetas da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) invadiram o local com pedras e materiais c… Ainda conforme o balanço da secretaria, dois policiais foram feridos –um levou uma facada no ombro direito e outro uma pedrada na cabeça…. – (Veja mais em https://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2016/11/30/apos-protesto).

Contudo, os mesmos parlamentares e juristas da esquerda e até ministros da Suprema Corte, tentam dar tratamentos diferenciado aos protestos contra o presidente Lula, e procuram diferenciar uma ação da outra, com justificar e argumentos fajutos, e chama de terroristas criminosos e antidemocráticos os manifestantes da direita, que cometeram os mesmos delitos dos MST, UNE, Sindicalistas, e outros militantes petistas. (O Jornal Curitiba News, deixa claro que, repudia qualquer tipo de violência, depredação do patrimônio público ou ataques a moral ou dignidade humana, mas que o tratamento da justiça e da imprensa seja igual e justo para todos).

Dois pesos duas medidas

Na ocasião a mídia dividiu o grupo em dois, “Temos que dividir o movimento de ontem em duas partes. A primeira, que podemos chamar de manifestação, ocorreu de modo pacífico… e o outro de baderneiros…. De acordo com o Governo do Distrito Federal Rollemberg (PSB) aliado do PT, na ocasião declarou: “A Constituição garante o livre direito à manifestação, que deve ser preservado por todos os democratas”.

A UNE (União Nacional dos Estudantes), uma das entidades que organizou o protesto, discorda da visão da polícia. Em nota, afirmou que o ato foi “pacífico, democrático …

A maioria da grande imprensa brasileira, que depende de verbas públicas, e políticos da esquerda, se referem aos atos das manifestações da direita conservadora, como antidemocráticos e chamam de terroristas as pessoas que ocuparam a Praça dos Três Poderes, antes os mesmos crimes cometidos por manifestantes da esquerda, eram considerados atos democráticos. Evidente que não devem concordar com quaisquer atos de violência, vandalismo e destruição do patrimônio público, a esses todos rigor da lei. Com tudo, a imprensa e magistrados deveriam proceder em todos os casos, com imparcialidade, honestidade transparência, igualdade e justiça.

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